O Wushu Moderno é um esporte baseado nas artes marciais chinesas tradicionais, ou seja, no Kungfu/Wushu Tradicional. Com a fundação da República Popular da China, nos anos 1950, o Presidente Mao Tse Tung determinou que o “velho deveria servir ao novo” e instruiu os mestres de Wushu/Kungfu Tradicional a criar um esporte novo para a sociedade socialista moderna. As bases do Wushu Moderno são os estilos do Shaolin do Norte, Cha Quan, Hua Quan, Hong Quan entre outros. O novo esporte enfatiza o exercício e o desenvolvimento atlético bem como a defesa pessoal, sendo importante ter a capacidade de demonstrar intenção e espírito de luta.
Originário da China, o wushu é uma tradição rica em conteúdo que se manifesta em diversas formas e estilos. Em seu longo processo de evolução, o wushu, sinônimo de “arte marcial”, foi também chamado de “guoshu”, bem como “gongfu” e no Brasil e EUA de “kungfu”.
As origens do wushu remontam à antiguidade chinesa, quando seus ancestrais lutavam duro pela sobrevivência. Durante o longo período de guerras o wushu foi usado pelos exércitos a fim de subjugar o inimigo, mas também pelo povo com o objetivo de autodefesa e treinamento físico, bem como para uma vida saudável.
Durante sua evolução e desenvolvimento chegando aos dias de hoje, o wushu foi dissociado de sua finalidade bélica ou militar. Contudo em seus movimentos básicos de ataque e defesa, no wushu moderno a intenção marcial persiste. As duas disciplinas básicas do wushu moderno são: “taolu” (rotinas) e “sanshou” (luta).
terça-feira, 19 de abril de 2011
CÓDIGO DE ÉTICA MARCIAL DO SHAOLIN DO NORTE
Bei Shaolin Wude – 北少林武德
O Bei Shaolin Wude , código da Ética Marcial do Shaolin do Norte, embora sem caráter religioso, promove valores comuns que transcendem a culturas e raças, por serem dignos e desejáveis. Na prática do Kung Fu essas regras têm como objetivo ajudar o praticante a alcançar os melhores resultados em todos os aspectos de sua vida.
A relação do praticante com essas regras deve ser de caráter estritamente moral. Ninguém jamais será forçado a submeter-se a elas. A submissão é aceita quando se acredita que isso poderá ser de grande ajuda no desenvolvimento pessoal.
Se as regras forem continuamente desrespeitadas, após várias advertências, a pessoa poderá ser convidada a deixar o treino, não como punição, mas porque o treino não lhe é adequado.
O texto abaixo é uma mera formalização do que tem sido passado, de geração para geração, de maneira verbal e, mais importante, através do exemplo vivo dos que já percorreram esse caminho.
O PRATICANTE:
• Deve respeitar e honrar a vida, a tradição e o Wude, sendo leal consigo e com os demais.
• Deve respeitar e honrar os mestres (do presente e do passado), os professores, seus pais e os mais velhos, proteger os mais novos e tratar seus colegas como irmãos e irmãs.
• Deve ser sábio e corajoso, defendendo a retidão e a verdade sendo responsável por suas ações.
• Não será inescrupuloso, não molestará, não praticará o mal, não roubara nem enganará.
• Não se relacionará com pessoas de mau caráter e iníquas.
• Não abusará do poder, seja ele oficial ou físico; não oprimirá o bom nem maltratará o bondoso.
• Deve ser humilde e treinar paciente e diligentemente, mantendo-se física e mentalmente saudável perseverando e buscando superar-se cada dia.
• Deve ser humano, agindo com amor e compaixão, trazendo paz e felicidade para todos através de seus atos e exemplo.
• Deve ser educado e generoso, nutrindo e desenvolvendo talentos e passando a tradição aos que merecem de forma a preservá-la para as futuras gerações.
• Deve cultivar gratidão e viver de acordo com as leis dos céus e dos homens.
Fonte: www.sinobrasileira.org
O Bei Shaolin Wude , código da Ética Marcial do Shaolin do Norte, embora sem caráter religioso, promove valores comuns que transcendem a culturas e raças, por serem dignos e desejáveis. Na prática do Kung Fu essas regras têm como objetivo ajudar o praticante a alcançar os melhores resultados em todos os aspectos de sua vida.
A relação do praticante com essas regras deve ser de caráter estritamente moral. Ninguém jamais será forçado a submeter-se a elas. A submissão é aceita quando se acredita que isso poderá ser de grande ajuda no desenvolvimento pessoal.
Se as regras forem continuamente desrespeitadas, após várias advertências, a pessoa poderá ser convidada a deixar o treino, não como punição, mas porque o treino não lhe é adequado.
O texto abaixo é uma mera formalização do que tem sido passado, de geração para geração, de maneira verbal e, mais importante, através do exemplo vivo dos que já percorreram esse caminho.
O PRATICANTE:
• Deve respeitar e honrar a vida, a tradição e o Wude, sendo leal consigo e com os demais.
• Deve respeitar e honrar os mestres (do presente e do passado), os professores, seus pais e os mais velhos, proteger os mais novos e tratar seus colegas como irmãos e irmãs.
• Deve ser sábio e corajoso, defendendo a retidão e a verdade sendo responsável por suas ações.
• Não será inescrupuloso, não molestará, não praticará o mal, não roubara nem enganará.
• Não se relacionará com pessoas de mau caráter e iníquas.
• Não abusará do poder, seja ele oficial ou físico; não oprimirá o bom nem maltratará o bondoso.
• Deve ser humilde e treinar paciente e diligentemente, mantendo-se física e mentalmente saudável perseverando e buscando superar-se cada dia.
• Deve ser humano, agindo com amor e compaixão, trazendo paz e felicidade para todos através de seus atos e exemplo.
• Deve ser educado e generoso, nutrindo e desenvolvendo talentos e passando a tradição aos que merecem de forma a preservá-la para as futuras gerações.
• Deve cultivar gratidão e viver de acordo com as leis dos céus e dos homens.
Fonte: www.sinobrasileira.org
terça-feira, 5 de abril de 2011
KUNG FU.
KUNG FU
Wushu (武術 ou 武术), que literalmente significa artes marciais (Wu=guerra e Shu=arte), é mais conhecido no ocidente, erroneamente, pelo termo Kung Fu (功夫), que pode ser traduzido como "tempo e habilidade" ou "trabalho duro". No mesmo sentido, também se utiliza na China o termo Kuo Shu (arte nacional) para designar a arte marcial chinesa.
É um sistema de luta de origem chinesa que possui movimentos elegantes e de extrema eficácia.
Sua origem é envolta por muitas lendas, mas seus primórdios podem ser encontrados na pré-história, onde os ancestrais eram obrigados a lutar contra animais selvagens e outros homens. A civilização chinesa com uma história de 5.000 anos e no curso das lutas entre tribos, notou-se que para obter sucesso era necessário não apenas ter boas armas, deveriam desenvolver suas capacidades físicas e habilidades em combate através
de intensivos treinamentos em tempo de paz, assim sendo, originou-se o Kung Fu que hoje é praticado no mundo inteiro.
Na época das lutas contra o imperador Amarelo, praticava-se o jiadi, no qual os contendores lutavam utilizando capacetes com chifres. Outro tipo de disputa era o ganqiwu, onde os lutadores utilizavam machado e escudo. Na dinastia Zhou (séc. XI - 221 a.C.) praticava-se o Shuai chiao, e o uso da espada também era muito popular naquele tempo. No período dos Estados Combatentes introduziu-se o Kung Fu na formação dos exércitos, para toná-los verdadeiramente fortes, assim o Kung Fu tomou uma denotação de Arte da Guerra.
Naquela época, algumas mulheres seguiram entre os mais destacados mestres no manejo da espada. Uma delas, chamada Yue Nu, foi convidada pelo Imperador Gou Jian a formular suas teorias, que foram altamente apreciadas por seus contemporâneos e gerações posteriores. O termo oficial para o Kung Fu naquela época era chi chi wu,os mesmos caracteres que os usados para o ju jutsu japonês.
Na dinastia Han posterior (25 - 220 d.C.) foi criado o wuquinxi, o jogo dos cinco animais (tigre, cervo, urso, macaco e pássaro). Seu criador foi Hua Tuo. O wuquinxi auxiliava a tornar flexível o corpo e estimular o apetite. Na dinastia Jin (265 - 420), o wu shu recebeu influências budistas e taoístas. Foi nesta época que o médico Ge Hong criou o Chi Gong.
Na dinastia Tang, o sistema de promoção no exército era feito através de
testes baseados no Kung Fu . Na dinastia Song (960 - 1279) , organizaram-se uma série de associações de Kung Fu e os mestres apresentavam-se em público.
Na dinastia Ming (1368 - 1644) , o wu shu prosperou como nunca. Qi Ji Quan, ilustre general, escreveu um livro que tratava de dezesseis diferentes estilos e formas com mãos livres e outros quarenta com lanças, espadas e bastões. Durante a dinastia Qing (1644 - 1911), proibiu-se a prática do Wushu, surgindo sociedades secretas para praticá-lo. Depois da introdução do comunismo na China, todas as tradições da Velha Sociedade foram proibidas, inclusive o Kung Fu.
O Kung Fu da atualidade inclui uma combinação de artes marciais, técnicas de treinamento e vários métodos de manutenção da saúde praticados pelo povo chinês desde a mais antiga época.
BODIDHARMA E O KUNG FU
Bodhidharma (também conhecido como Ta Mo, Dharuma e Daruma Taishi) foi o terceiro filho do Rei Sugandha do sul da Índia, foi um membro dos kshatriya, ou casta guerreira, e passou sua infância em Conjeeveram (também Kanchipuram ou Kancheepuram), a pequena província budista do sul de Madras. Ele recebeu seu treinamento em meditação budista do mestre Prajnatara, que foi responsável pela mudança do nome do jovem discípulo de Bodhitara para Bodhidharma.
Considerado o 28º Patriarca do Budismo, foi um excelente discípulo e logo se sobressaiu entre os colegas. Na meia-idade já era considerado um mestre budista. Quando Prajnatara morreu, Bodhidharma zarpou para a China. Duas razões existem para isso: foi um desejo de seu mestre, Prajnatara, no leito de morte; ou Bodhidharma ouviu falar dos religiosos na China e se entristeceu com o declínio da verdadeira filosofia budista lá.
Muitas lendas controversas relatam sobre sua atividade na China, mas a que mais diz respeito ao Kung Fu relata que ele viajou para a província Henan atravessando o rio Yuang-tse (diz a lenda) num bambu. Estabeleceu-se no monastério Shaolin (também chamado Sil-lum) no monte Shao-shih nas mostanhas Sung. Depois de chegar ao templo Shaolin, ele meditou em frente a uma parede por nove anos. Em sua meditação, fundou o budismo ch'an.
A lenda diz que além de formar o ch'an, Bodhidharma também fundou o Kung Fu. Contudo, nota-se que o Kung Fu já existia com muitos nomes diferentes por toda a história da China. Os monges do templo não mantinham nenhum tipo de exercício físico, somente exercícios para a mente, o que tornava seus corpos frágeis e doentes, acarretando até mesmo sonolência durante as meditações. Acredita-se que Bodhidharma tenha fundado uma série de exercícios que ajudavam a unir a mente e o corpo - exercícios que os monges guerreiros achavam benéficos a seu treinamento.
Em nenhum momento Boddhidarma pode supor que aqueles exercícios iriam evoluir e tornar-se-iam os princípios do que viria a se tornar o Kung Fu Shaolin.
O TEMPLO DE SHAOLIN
Ao norte da China, entre cinco cordilheias, está localizada a província de Henan onde foi construído no ano de 495 um templo de formação budista em uma pequena floresta nas montanhas Song próximo à cidade de Lo Yan.
O Kung Fu de Shaolin era ensinado aos monges do templo e em seu apogeu Shaolin contava com um exército de 5.000 monges, que treinavam com mãos livres, combates com armas, montaria e exercícios respiratórios.
Durante mais de um milênio, somente os monges podiam aprender artes marciais no mosteiro de Shaolin. No final da dinastia Ming, o imperador permitiu que o Abade superior Chiu Jin ensinasse o Kung Fu de Shaolin também a pessoas do povo. Essa abertura revolucionou a história do ensino do Kung Fu tradicional e trouxe grandes mestres.
O estilo Shaolin lapida caráter moral, promove ótima circulação, fortalece o corpo, cria coordenação nos membros, aumenta a agilidade da mente e do corpo, e treina as habilidades e técnicas a um nível tão elevado que, vitórias podem ser conquistadas em todos os tipos de conflito que na quase totalidade, sem confronto físico.
Como é a prática? O progresso é como o relâmpago. Retroceder é como o vento a cabeça se move como as ondas. Os pés são sólidos como as pedras. O corpo flui como um dragão voador. As mãos se movem como estrelas cadentes. Todos os movimentos provém da mente humana e das características do ser humano.
Os ataques são duros e fortes mas não excessivos, eles podem ser flexíveis como o junco sob a ação do vento mudando entre um tipo e outro de ataque. Os ataques contém dissimulações e golpes surpresa que se combinam para reagir contra as defesas do seu
inimigo no estilo Shaolin a defesa é gentil, macia porém não fraca. Os ataques são como os do tigre, violentos e apropriados. Se alguém desejar derrotar seu inimigo num combate, ele deve sobrepujar suas próprias fraquezas durante a prática.
A prática conduz à destreza, a destreza conduz à perfeição e a perfeição conduz ao sobrenatural. Quando se luta com o inimigo a mente é o imperador, o tronco é general, os membros são os soldados, os olhos e os ouvidos são os estandartes. Em combate, a paciência conduz à vitória.
NORTE E SUL
As características mais fortes nos métodos de prática dos movimentos estão na divisão regional, devido às diferenças geográficas. Apesar da China ser um país com diversos tipos de relevo e com todos os seus pontos cardeais naturalmente, no Kung Fu, para facilitar dividiu-se em apenas norte e sul.
O norte Chinês é mais montanhoso, com um clima obviamente mais frio. Os chineses do norte utilizavam-se de roupas mais grossas para melhor proteção do frio e possuíam as pernas fortalecidas devido à convivência nas montanhas. Sendo assim desenvolveram um Kung Fu de movimentos mais amplos, de forma a não ser atrapalhados pelas grossas roupas que coibiam alguns golpes. Valorizaram bastante os chutes, principalmente os mais altos, aproveitando as pernas fortes.
O sul Chinês possui relevo um pouco mais plano em relação ao norte, com maior abundância de rios e chuvas, com temperaturas mais elevadas. Por esta razão, os estilos de Kung Fu do sul da China desenvolveram-se com características diferentes aos do norte. As bases de pernas são mais baixas, ou seja, mais plantado ao solo, adaptando-se a situação geográfica da região sul daquele país. Com chutes mais baixos , sempre priorizando as pernas e o baixo ventre, e em menor quantidade, valoriza-se o uso dos braços através de socos, arremessos e agarramentos mais rígidos, visando uma luta mais breve.
Esta é apenas uma pequena descrição nas divisões mais marcantes entre os estilos do Sul e Norte da China. Naturalmente existem outros fatores que se fazem pertinentes sobre as diferenças estratégicas nas aplicações de suas técnicas, principalmente costumes, filosofias, religiões, culturas regionais etc.
O ESTILO SHAOLIN DO NORTE
O primeiro aluno do povo a se formar com o Abade CHIU JIN foi KAN FON HSI que por sua vez ensinou e formou MAN PON CHOY. Que, por sua vez, ensinou YIN TA KUNG e transmitiu sua arte para o seu filho YIN SAN SON.
Ele, repetindo o pai, ensinou o seu filho YIN KAI YUN, que por sua vez ensinou o famoso mestre KU YU CHEUNG, ele era o número um dos Cinco Tigres do Norte da China.
Ku Yu Cheung consagrou-se como um dos maiores mestres de sua época e muito famoso graças as suas demonstrações e técnicas. Em sua vida teve a oportunidade de aprender diferentes estilos com mestres renomados.
Abriu sua própria escola de artes marciais onde desenvolveu um programa de treinamento englobando o que havia aprendido em todos os seus anos de artes marciais, ficando conhecido como a “escola” de Shaolin do Norte.
Ku Yu Cheung ficou conhecido como o Mestre da Palma de Ferro e teve seu melhor aluno o mestre YANG SHEUNG MO, famoso mestre da Cabeça de Ferro.
Yan Sheung Mo transmitiu seus ensinamentos para o Grão Mestre CHAN KOWK WAI, seu melhor aluno e digno representante do estilo Shaolin do Norte.
O Shaolin do Norte mantém como base as 10 mãos de Shaolin e incorporou formas e técnicas adicionais como Luo Han, Liu He, Zha Quan, Tan Tui, entre outras.
O Shaolin do Norte preserva a arte marcial do Tempo Shaolin, abrigando eficácia e beleza nos movimentos. As técnicas estão divididas em 10 formas de mãos livres, sendo cinco curtas e cinco longas. No estilo encontram-se técnicas de mãos, aprisionamentos e ênfase nas técnicas de pernas, tendo o mais variado arsenal de chutes, chutes com giros e saltos, rasteiras, quedas e chutes múltiplos.
FORMAS DO SHAOLIN DO NORTE
Kati (Taolu) Nome em Chinês Tradução Aproximada
1º kati (básico) Lien Bu Chuan Passos de treino
Cinco formas curtas de Shaolin
2º kati 短打 Tuin Tá / Duǎn Dǎ Luta curta
3º kati 梅花 Moy Fá / Méi Huā Flor de ameixa
4º kati 穿心 Tchuin Sam / Chuān Xīn Fura coração
5º kati 武藝 Mo Ay / Wǔ Yì Artes marciais
6º kati 拔步 Pá Pou / Bá Bù Arte de mudar os passos
Cinco formas longas de Shaolin
7º kati 坐馬 Tchiu Má / Zuò Mǎ Montar cavalo
8º kati 領路 Lien Lou / Lǐng Lù Guia o caminho
9º kati 開門 Koy Moon / Kāi Mén Abrindo portas
10º kati 連環拳 Lien Mân / Liánhuánquán Ataque contínuo
11º kati 式法 Ce Fá / Shì Fǎ Técnicas habilidosas
O Kung Fu é uma arte marcial muito ampla e abrangente, tanto que existem muitas ramificações de técnicas e estilos.
Seguem algumas especialidades mais destacadas no Kung Fu:
ARMAS
CHI KUNG
CHIN NA
SANDA
SHUAI JIAO
WUSHU
Wushu (武術 ou 武术), que literalmente significa artes marciais (Wu=guerra e Shu=arte), é mais conhecido no ocidente, erroneamente, pelo termo Kung Fu (功夫), que pode ser traduzido como "tempo e habilidade" ou "trabalho duro". No mesmo sentido, também se utiliza na China o termo Kuo Shu (arte nacional) para designar a arte marcial chinesa.
É um sistema de luta de origem chinesa que possui movimentos elegantes e de extrema eficácia.
Sua origem é envolta por muitas lendas, mas seus primórdios podem ser encontrados na pré-história, onde os ancestrais eram obrigados a lutar contra animais selvagens e outros homens. A civilização chinesa com uma história de 5.000 anos e no curso das lutas entre tribos, notou-se que para obter sucesso era necessário não apenas ter boas armas, deveriam desenvolver suas capacidades físicas e habilidades em combate através
de intensivos treinamentos em tempo de paz, assim sendo, originou-se o Kung Fu que hoje é praticado no mundo inteiro.
Na época das lutas contra o imperador Amarelo, praticava-se o jiadi, no qual os contendores lutavam utilizando capacetes com chifres. Outro tipo de disputa era o ganqiwu, onde os lutadores utilizavam machado e escudo. Na dinastia Zhou (séc. XI - 221 a.C.) praticava-se o Shuai chiao, e o uso da espada também era muito popular naquele tempo. No período dos Estados Combatentes introduziu-se o Kung Fu na formação dos exércitos, para toná-los verdadeiramente fortes, assim o Kung Fu tomou uma denotação de Arte da Guerra.
Naquela época, algumas mulheres seguiram entre os mais destacados mestres no manejo da espada. Uma delas, chamada Yue Nu, foi convidada pelo Imperador Gou Jian a formular suas teorias, que foram altamente apreciadas por seus contemporâneos e gerações posteriores. O termo oficial para o Kung Fu naquela época era chi chi wu,os mesmos caracteres que os usados para o ju jutsu japonês.
Na dinastia Han posterior (25 - 220 d.C.) foi criado o wuquinxi, o jogo dos cinco animais (tigre, cervo, urso, macaco e pássaro). Seu criador foi Hua Tuo. O wuquinxi auxiliava a tornar flexível o corpo e estimular o apetite. Na dinastia Jin (265 - 420), o wu shu recebeu influências budistas e taoístas. Foi nesta época que o médico Ge Hong criou o Chi Gong.
Na dinastia Tang, o sistema de promoção no exército era feito através de
testes baseados no Kung Fu . Na dinastia Song (960 - 1279) , organizaram-se uma série de associações de Kung Fu e os mestres apresentavam-se em público.
Na dinastia Ming (1368 - 1644) , o wu shu prosperou como nunca. Qi Ji Quan, ilustre general, escreveu um livro que tratava de dezesseis diferentes estilos e formas com mãos livres e outros quarenta com lanças, espadas e bastões. Durante a dinastia Qing (1644 - 1911), proibiu-se a prática do Wushu, surgindo sociedades secretas para praticá-lo. Depois da introdução do comunismo na China, todas as tradições da Velha Sociedade foram proibidas, inclusive o Kung Fu.
O Kung Fu da atualidade inclui uma combinação de artes marciais, técnicas de treinamento e vários métodos de manutenção da saúde praticados pelo povo chinês desde a mais antiga época.
BODIDHARMA E O KUNG FU
Bodhidharma (também conhecido como Ta Mo, Dharuma e Daruma Taishi) foi o terceiro filho do Rei Sugandha do sul da Índia, foi um membro dos kshatriya, ou casta guerreira, e passou sua infância em Conjeeveram (também Kanchipuram ou Kancheepuram), a pequena província budista do sul de Madras. Ele recebeu seu treinamento em meditação budista do mestre Prajnatara, que foi responsável pela mudança do nome do jovem discípulo de Bodhitara para Bodhidharma.
Considerado o 28º Patriarca do Budismo, foi um excelente discípulo e logo se sobressaiu entre os colegas. Na meia-idade já era considerado um mestre budista. Quando Prajnatara morreu, Bodhidharma zarpou para a China. Duas razões existem para isso: foi um desejo de seu mestre, Prajnatara, no leito de morte; ou Bodhidharma ouviu falar dos religiosos na China e se entristeceu com o declínio da verdadeira filosofia budista lá.
Muitas lendas controversas relatam sobre sua atividade na China, mas a que mais diz respeito ao Kung Fu relata que ele viajou para a província Henan atravessando o rio Yuang-tse (diz a lenda) num bambu. Estabeleceu-se no monastério Shaolin (também chamado Sil-lum) no monte Shao-shih nas mostanhas Sung. Depois de chegar ao templo Shaolin, ele meditou em frente a uma parede por nove anos. Em sua meditação, fundou o budismo ch'an.
A lenda diz que além de formar o ch'an, Bodhidharma também fundou o Kung Fu. Contudo, nota-se que o Kung Fu já existia com muitos nomes diferentes por toda a história da China. Os monges do templo não mantinham nenhum tipo de exercício físico, somente exercícios para a mente, o que tornava seus corpos frágeis e doentes, acarretando até mesmo sonolência durante as meditações. Acredita-se que Bodhidharma tenha fundado uma série de exercícios que ajudavam a unir a mente e o corpo - exercícios que os monges guerreiros achavam benéficos a seu treinamento.
Em nenhum momento Boddhidarma pode supor que aqueles exercícios iriam evoluir e tornar-se-iam os princípios do que viria a se tornar o Kung Fu Shaolin.
O TEMPLO DE SHAOLIN
Ao norte da China, entre cinco cordilheias, está localizada a província de Henan onde foi construído no ano de 495 um templo de formação budista em uma pequena floresta nas montanhas Song próximo à cidade de Lo Yan.
O Kung Fu de Shaolin era ensinado aos monges do templo e em seu apogeu Shaolin contava com um exército de 5.000 monges, que treinavam com mãos livres, combates com armas, montaria e exercícios respiratórios.
Durante mais de um milênio, somente os monges podiam aprender artes marciais no mosteiro de Shaolin. No final da dinastia Ming, o imperador permitiu que o Abade superior Chiu Jin ensinasse o Kung Fu de Shaolin também a pessoas do povo. Essa abertura revolucionou a história do ensino do Kung Fu tradicional e trouxe grandes mestres.
O estilo Shaolin lapida caráter moral, promove ótima circulação, fortalece o corpo, cria coordenação nos membros, aumenta a agilidade da mente e do corpo, e treina as habilidades e técnicas a um nível tão elevado que, vitórias podem ser conquistadas em todos os tipos de conflito que na quase totalidade, sem confronto físico.
Como é a prática? O progresso é como o relâmpago. Retroceder é como o vento a cabeça se move como as ondas. Os pés são sólidos como as pedras. O corpo flui como um dragão voador. As mãos se movem como estrelas cadentes. Todos os movimentos provém da mente humana e das características do ser humano.
Os ataques são duros e fortes mas não excessivos, eles podem ser flexíveis como o junco sob a ação do vento mudando entre um tipo e outro de ataque. Os ataques contém dissimulações e golpes surpresa que se combinam para reagir contra as defesas do seu
inimigo no estilo Shaolin a defesa é gentil, macia porém não fraca. Os ataques são como os do tigre, violentos e apropriados. Se alguém desejar derrotar seu inimigo num combate, ele deve sobrepujar suas próprias fraquezas durante a prática.
A prática conduz à destreza, a destreza conduz à perfeição e a perfeição conduz ao sobrenatural. Quando se luta com o inimigo a mente é o imperador, o tronco é general, os membros são os soldados, os olhos e os ouvidos são os estandartes. Em combate, a paciência conduz à vitória.
NORTE E SUL
As características mais fortes nos métodos de prática dos movimentos estão na divisão regional, devido às diferenças geográficas. Apesar da China ser um país com diversos tipos de relevo e com todos os seus pontos cardeais naturalmente, no Kung Fu, para facilitar dividiu-se em apenas norte e sul.
O norte Chinês é mais montanhoso, com um clima obviamente mais frio. Os chineses do norte utilizavam-se de roupas mais grossas para melhor proteção do frio e possuíam as pernas fortalecidas devido à convivência nas montanhas. Sendo assim desenvolveram um Kung Fu de movimentos mais amplos, de forma a não ser atrapalhados pelas grossas roupas que coibiam alguns golpes. Valorizaram bastante os chutes, principalmente os mais altos, aproveitando as pernas fortes.
O sul Chinês possui relevo um pouco mais plano em relação ao norte, com maior abundância de rios e chuvas, com temperaturas mais elevadas. Por esta razão, os estilos de Kung Fu do sul da China desenvolveram-se com características diferentes aos do norte. As bases de pernas são mais baixas, ou seja, mais plantado ao solo, adaptando-se a situação geográfica da região sul daquele país. Com chutes mais baixos , sempre priorizando as pernas e o baixo ventre, e em menor quantidade, valoriza-se o uso dos braços através de socos, arremessos e agarramentos mais rígidos, visando uma luta mais breve.
Esta é apenas uma pequena descrição nas divisões mais marcantes entre os estilos do Sul e Norte da China. Naturalmente existem outros fatores que se fazem pertinentes sobre as diferenças estratégicas nas aplicações de suas técnicas, principalmente costumes, filosofias, religiões, culturas regionais etc.
O ESTILO SHAOLIN DO NORTE
O primeiro aluno do povo a se formar com o Abade CHIU JIN foi KAN FON HSI que por sua vez ensinou e formou MAN PON CHOY. Que, por sua vez, ensinou YIN TA KUNG e transmitiu sua arte para o seu filho YIN SAN SON.
Ele, repetindo o pai, ensinou o seu filho YIN KAI YUN, que por sua vez ensinou o famoso mestre KU YU CHEUNG, ele era o número um dos Cinco Tigres do Norte da China.
Ku Yu Cheung consagrou-se como um dos maiores mestres de sua época e muito famoso graças as suas demonstrações e técnicas. Em sua vida teve a oportunidade de aprender diferentes estilos com mestres renomados.
Abriu sua própria escola de artes marciais onde desenvolveu um programa de treinamento englobando o que havia aprendido em todos os seus anos de artes marciais, ficando conhecido como a “escola” de Shaolin do Norte.
Ku Yu Cheung ficou conhecido como o Mestre da Palma de Ferro e teve seu melhor aluno o mestre YANG SHEUNG MO, famoso mestre da Cabeça de Ferro.
Yan Sheung Mo transmitiu seus ensinamentos para o Grão Mestre CHAN KOWK WAI, seu melhor aluno e digno representante do estilo Shaolin do Norte.
O Shaolin do Norte mantém como base as 10 mãos de Shaolin e incorporou formas e técnicas adicionais como Luo Han, Liu He, Zha Quan, Tan Tui, entre outras.
O Shaolin do Norte preserva a arte marcial do Tempo Shaolin, abrigando eficácia e beleza nos movimentos. As técnicas estão divididas em 10 formas de mãos livres, sendo cinco curtas e cinco longas. No estilo encontram-se técnicas de mãos, aprisionamentos e ênfase nas técnicas de pernas, tendo o mais variado arsenal de chutes, chutes com giros e saltos, rasteiras, quedas e chutes múltiplos.
FORMAS DO SHAOLIN DO NORTE
Kati (Taolu) Nome em Chinês Tradução Aproximada
1º kati (básico) Lien Bu Chuan Passos de treino
Cinco formas curtas de Shaolin
2º kati 短打 Tuin Tá / Duǎn Dǎ Luta curta
3º kati 梅花 Moy Fá / Méi Huā Flor de ameixa
4º kati 穿心 Tchuin Sam / Chuān Xīn Fura coração
5º kati 武藝 Mo Ay / Wǔ Yì Artes marciais
6º kati 拔步 Pá Pou / Bá Bù Arte de mudar os passos
Cinco formas longas de Shaolin
7º kati 坐馬 Tchiu Má / Zuò Mǎ Montar cavalo
8º kati 領路 Lien Lou / Lǐng Lù Guia o caminho
9º kati 開門 Koy Moon / Kāi Mén Abrindo portas
10º kati 連環拳 Lien Mân / Liánhuánquán Ataque contínuo
11º kati 式法 Ce Fá / Shì Fǎ Técnicas habilidosas
O Kung Fu é uma arte marcial muito ampla e abrangente, tanto que existem muitas ramificações de técnicas e estilos.
Seguem algumas especialidades mais destacadas no Kung Fu:
ARMAS
CHI KUNG
CHIN NA
SANDA
SHUAI JIAO
WUSHU
TAI CHI CHUAN
TAI CHI CHUAN
O Tai Chi Chuan ou Taiji Quan (太極拳) é uma arte marcial interna de origem chinesa.
A tradução pode ser feita tomando-se por base os seus ideogramas.
太 (tai) significa: supremo, último, mais alto
極 (chi) significa: energia, poder
拳 (chuan) significa: punho, soco, boxe
Assim, literalmente, podemos traduzir como a arte do "Punho do Limite Supremo", ou simplesmente "Punho do Tai Chi". Porém, há outras formas de se traduzir os ideogramas conforme os seus sentidos.
No Taoísmo tem a conotação filosófica de "Elevação", "Sublimação", "Purificação", resultante, entre outras, do desenvolvimento de um mecanismo de defesa emocional pelo qual tendências ou sentimentos inferiores se transformam em outros que não o sejam.
O Tai Chi também simboliza o "Cosmos" e a interação dos princípios energéticos Yin e Yang, em constante mutação, sendo conhecida a sua representação pelo Tai Chi Tu (Diagrama do Tai Chi), mais conhecido no Ocidente como o "Símbolo do Yin-Yang".
Costuma-se dizer que quem pratica o Tai Chi vive muito tempo. A seqüência de exercícios auxilia a distribuir e equilibrar a energia de todo o corpo, evitando doenças, principalmente as provocadas pelo ritmo apressado e tenso da vida atual.
Os movimentos dos membros guiam a circulação sangüínea para que os tecidos do corpo possam ser restaurados e limpos com maior eficácia. Os movimentos também comandam a entrada e saída de ar dos pulmões a fim de que mais oxigênio possa ser absorvido para nutrir e energizar o corpo e as toxinas possam ser eliminadas com mais eficiência. Assim, o movimento é a base de uma disciplina que guia e comanda os processos físicos involuntários, permitindo-lhes um funcionamento mais benéfico. Certamente não é qualquer movimento que produzirá este efeito.
Um fato notável da civilização chinesa é que o segredo de como conseguir isso foi descoberto e assimilado em tempos pré-históricos.
Determinar a origem precisa do surgimento do Tai Chi é algo impossível, existem diversas versões a respeito do nascimento desta arte. Uma das mais difundidas atribui o seu desenvolvimento ao mestre Zhang San Feng, monge taoísta associado aos templos das montanhas Wudang, consideradas por diversos historiadores o berço dos estilos internos das artes marciais chinesas. Praticantes de diversos estilos de Tai Chi Chuan creditam a ele a criação desta arte.
Documentos históricos consideram o general chinês Chen Wang Ting (1600-1680) o criador do estilo Chen de Tai Chi, que ganhou grande projeção e está na raiz da origem dos estilos praticados pelas outras linhagens/famílias.
Existem três grandes escolas de Tai Chi:
Escola CHEN (陳氏) - Velha Estrutura
Escola WU (吳氏) - Média Estrutura
Escola YANG (楊氏) - Grande Estrutura
TAI CHI CHUAN ESTILO YANG
O estilo Yang (楊氏) de Tai Chi Chuan é estilo executado com maior flexibilidade e movimentos suaves, lentos, amplos, interligados, de ritmo homogêneo, sem interrupção. Considerando-se suas diversas variações, é o estilo de Tai Chi mais popular e amplamente praticado no mundo atual. É o segundo em antiguidade entre os estilos familiares tradicionais.
Seu surgimento se deu quando um homem chamado Yang Lu Shan (1799-1872), desejoso de aprender o Tai Chi Chuan estilo Chen, tentou ser admitido como discípulo mas não conseguiu por não pertencer àquela família.
Depois de muita insistência conseguiu ser admitido como empregado da família e aprendeu os rudimentos dessa arte, mas apenas os conhecimentos superficiais por não ser um membro do clã. Yang Lu Shan estava muito desapontado por causa da não transmissão dos ensinamentos adiantados mas, certa noite, ouvindo ruídos no jardim,
foi investigar e descobriu que Chen Chang Shen estava ministrando uma aula avançada onde ensinava conhecimentos secretos.
A partir de então escondia-se todas as noites e observava o treinamento secreto da família aprendendo os segredos respiratórios para controle da energia CHI.
Um dia, sem saber que seus ensinamentos haviam sido observados e praticados por Yang Lu Shan, Chen Chang Shen o convidou a praticar luta com seus parentes mais bem treinados e ficou espantado ao ver que nenhum deles conseguia vencê-lo.
A partir de então Chen Chang Shen aceitou Yang Lu Shan formalmente como seu discípulo e permitiu-lhe o aprendizado das técnicas mais avançadas. Com o passar do tempo Yang Lu Shan mudou-se para Pequim e transmitiu seus conhecimentos para seus três filhos e alguns outros discípulos.
Seu terceiro filho, Yang Chien Huo (1842-1916) , também o transmitiu a seus filhos e foi seu terceiro filho, Yang Chen Fu (1883-1935), que deu as características que o estilo YANG possui até os nossos dias.
Após a morte de seu pai, Yang Chen Fu interessou-se profundamente pelo Tai Chi Chuan e tornou-se um de seus mais famosos praticantes, tendo sido o responsável pela abertura do ensino dessa disciplina às pessoas comuns do povo.
TAI CHI CHUAN - AGIR SEM CONSTRANGER
Quem vê, nos dias de hoje, idosos chineses executando os fluídos e compassados movimentos do Tai Chi nas praças e jardins do antigo continente não poderá talvez imaginar que essa mesma arte pode se transformar em eficiente forma de luta, sendo tida, até o inicio do Século XX na China, como uma das mais letais técnicas de combate corpo a corpo. A função de guarda costas foi exercida por diversos praticantes da família Chen. Instrutores da família Yang deram aulas para a guarda imperial e posteriormente para o exército republicano chinês. Sua aplicação como arte marcial acontece através do uso de movimentos circulares e contínuos que acompanham e complementam os movimentos do adversário de um modo similar ao ilustrado pelo símbolo do Tai Chi.
Consta que no período Liang (502-557), Chang Lin Si - alcaide da província Huei, no norte da China - usava o Tai Chi para treinar um exército que mantinha os chamados povos bárbaros afastados mesmo em tempos de guerra.
O Tai Chi reaparece durante a Dinastia Tang (618-907) praticado por Tsi Tsian Ping. No decorrer da Dinastia Yien (1279-1368) surgem registros da prática do Tai Chi feitos por um mestre chamado Chan Chi Yi, que teve por discípulo Fo Lung Chen Ren. Este por sua vez , ensinou a Chang San Fon. Chang San Fon era um nobre que abandonara a vida da corte e consumira toda sua fortuna na busca pela longevidade. Aos 67 anos encontrou Fo Lung Chen Ren e aos 80 era Mestre de Tai Chi a que dedicou o resto de seus dias.
Segundo a lenda, viveu quase dois séculos e um de seus legados foi a identificação dos quatro pontos fundamentais do Tai Chi. Uma de suas teorias ocorreu ao observar a luta entre um pássaro e uma cobra: a rigidez e força da ave se opunham à circularidade e agilidade de réptil. Assim compreendeu Chan San Fon o princípio da alternância do duro e do suave, ou seja, do Yang e do Yin.
TAI CHI CHUAN COMO TERAPIA
Esta disciplina, que é muitas vezes prescrita como parte integrante do tratamento a que os pacientes se submetem nos sanatórios e hospitais da China, já deu provas suficientes da sua eficácia no tratamento de doenças crônicas, como a tensão elevada, úlceras estomacais, neurastenia e tuberculose pulmonar, entre outras.
A prática regular do Tai Chi resulta num acréscimo do fornecimento de sangue às artérias coronárias, numa melhor atividade do músculo cardíaco e numa melhoria geral do processo de circulação sanguínea.
O Tai Chi permite, além do mais, uma melhoria nas funções reguladoras do sistema nervoso central, contribui para uma mais perfeita coordenação no funcionamento de todos os órgãos do corpo, assegura uma melhor alimentação de oxigênio ao sangue e tecidos dos vários órgãos e facilita o metabolismo.
Fatores que contribuem significativamente para um decréscimo da hipertensão e arteriosclerose.
O Tai Chi Chuan tem dado uma extraordinária contribuição para a saúde natural, não tendo nada em comum com os exercícios cansativos praticados pelos ocidentais.
O Dia Mundial do Tai Chi Chuan e do Chi Kung é um evento realizado anualmente no último sábado de todo mês de Abril para promover as práticas de Tai Chi Chuan e de Chi Kung em 60 países desde 1999 com o objetivo de divulgar publicamente o crescente conjunto de pesquisas na área médica relacionadas às práticas corporais da Medicina Tradicional Chinesa.
O evento é reconhecido pela Organização Mundial de Saúde e o Brasil participa das comemorações desde o ano 2000.
O Tai Chi Chuan ou Taiji Quan (太極拳) é uma arte marcial interna de origem chinesa.
A tradução pode ser feita tomando-se por base os seus ideogramas.
太 (tai) significa: supremo, último, mais alto
極 (chi) significa: energia, poder
拳 (chuan) significa: punho, soco, boxe
Assim, literalmente, podemos traduzir como a arte do "Punho do Limite Supremo", ou simplesmente "Punho do Tai Chi". Porém, há outras formas de se traduzir os ideogramas conforme os seus sentidos.
No Taoísmo tem a conotação filosófica de "Elevação", "Sublimação", "Purificação", resultante, entre outras, do desenvolvimento de um mecanismo de defesa emocional pelo qual tendências ou sentimentos inferiores se transformam em outros que não o sejam.
O Tai Chi também simboliza o "Cosmos" e a interação dos princípios energéticos Yin e Yang, em constante mutação, sendo conhecida a sua representação pelo Tai Chi Tu (Diagrama do Tai Chi), mais conhecido no Ocidente como o "Símbolo do Yin-Yang".
Costuma-se dizer que quem pratica o Tai Chi vive muito tempo. A seqüência de exercícios auxilia a distribuir e equilibrar a energia de todo o corpo, evitando doenças, principalmente as provocadas pelo ritmo apressado e tenso da vida atual.
Os movimentos dos membros guiam a circulação sangüínea para que os tecidos do corpo possam ser restaurados e limpos com maior eficácia. Os movimentos também comandam a entrada e saída de ar dos pulmões a fim de que mais oxigênio possa ser absorvido para nutrir e energizar o corpo e as toxinas possam ser eliminadas com mais eficiência. Assim, o movimento é a base de uma disciplina que guia e comanda os processos físicos involuntários, permitindo-lhes um funcionamento mais benéfico. Certamente não é qualquer movimento que produzirá este efeito.
Um fato notável da civilização chinesa é que o segredo de como conseguir isso foi descoberto e assimilado em tempos pré-históricos.
Determinar a origem precisa do surgimento do Tai Chi é algo impossível, existem diversas versões a respeito do nascimento desta arte. Uma das mais difundidas atribui o seu desenvolvimento ao mestre Zhang San Feng, monge taoísta associado aos templos das montanhas Wudang, consideradas por diversos historiadores o berço dos estilos internos das artes marciais chinesas. Praticantes de diversos estilos de Tai Chi Chuan creditam a ele a criação desta arte.
Documentos históricos consideram o general chinês Chen Wang Ting (1600-1680) o criador do estilo Chen de Tai Chi, que ganhou grande projeção e está na raiz da origem dos estilos praticados pelas outras linhagens/famílias.
Existem três grandes escolas de Tai Chi:
Escola CHEN (陳氏) - Velha Estrutura
Escola WU (吳氏) - Média Estrutura
Escola YANG (楊氏) - Grande Estrutura
TAI CHI CHUAN ESTILO YANG
O estilo Yang (楊氏) de Tai Chi Chuan é estilo executado com maior flexibilidade e movimentos suaves, lentos, amplos, interligados, de ritmo homogêneo, sem interrupção. Considerando-se suas diversas variações, é o estilo de Tai Chi mais popular e amplamente praticado no mundo atual. É o segundo em antiguidade entre os estilos familiares tradicionais.
Seu surgimento se deu quando um homem chamado Yang Lu Shan (1799-1872), desejoso de aprender o Tai Chi Chuan estilo Chen, tentou ser admitido como discípulo mas não conseguiu por não pertencer àquela família.
Depois de muita insistência conseguiu ser admitido como empregado da família e aprendeu os rudimentos dessa arte, mas apenas os conhecimentos superficiais por não ser um membro do clã. Yang Lu Shan estava muito desapontado por causa da não transmissão dos ensinamentos adiantados mas, certa noite, ouvindo ruídos no jardim,
foi investigar e descobriu que Chen Chang Shen estava ministrando uma aula avançada onde ensinava conhecimentos secretos.
A partir de então escondia-se todas as noites e observava o treinamento secreto da família aprendendo os segredos respiratórios para controle da energia CHI.
Um dia, sem saber que seus ensinamentos haviam sido observados e praticados por Yang Lu Shan, Chen Chang Shen o convidou a praticar luta com seus parentes mais bem treinados e ficou espantado ao ver que nenhum deles conseguia vencê-lo.
A partir de então Chen Chang Shen aceitou Yang Lu Shan formalmente como seu discípulo e permitiu-lhe o aprendizado das técnicas mais avançadas. Com o passar do tempo Yang Lu Shan mudou-se para Pequim e transmitiu seus conhecimentos para seus três filhos e alguns outros discípulos.
Seu terceiro filho, Yang Chien Huo (1842-1916) , também o transmitiu a seus filhos e foi seu terceiro filho, Yang Chen Fu (1883-1935), que deu as características que o estilo YANG possui até os nossos dias.
Após a morte de seu pai, Yang Chen Fu interessou-se profundamente pelo Tai Chi Chuan e tornou-se um de seus mais famosos praticantes, tendo sido o responsável pela abertura do ensino dessa disciplina às pessoas comuns do povo.
TAI CHI CHUAN - AGIR SEM CONSTRANGER
Quem vê, nos dias de hoje, idosos chineses executando os fluídos e compassados movimentos do Tai Chi nas praças e jardins do antigo continente não poderá talvez imaginar que essa mesma arte pode se transformar em eficiente forma de luta, sendo tida, até o inicio do Século XX na China, como uma das mais letais técnicas de combate corpo a corpo. A função de guarda costas foi exercida por diversos praticantes da família Chen. Instrutores da família Yang deram aulas para a guarda imperial e posteriormente para o exército republicano chinês. Sua aplicação como arte marcial acontece através do uso de movimentos circulares e contínuos que acompanham e complementam os movimentos do adversário de um modo similar ao ilustrado pelo símbolo do Tai Chi.
Consta que no período Liang (502-557), Chang Lin Si - alcaide da província Huei, no norte da China - usava o Tai Chi para treinar um exército que mantinha os chamados povos bárbaros afastados mesmo em tempos de guerra.
O Tai Chi reaparece durante a Dinastia Tang (618-907) praticado por Tsi Tsian Ping. No decorrer da Dinastia Yien (1279-1368) surgem registros da prática do Tai Chi feitos por um mestre chamado Chan Chi Yi, que teve por discípulo Fo Lung Chen Ren. Este por sua vez , ensinou a Chang San Fon. Chang San Fon era um nobre que abandonara a vida da corte e consumira toda sua fortuna na busca pela longevidade. Aos 67 anos encontrou Fo Lung Chen Ren e aos 80 era Mestre de Tai Chi a que dedicou o resto de seus dias.
Segundo a lenda, viveu quase dois séculos e um de seus legados foi a identificação dos quatro pontos fundamentais do Tai Chi. Uma de suas teorias ocorreu ao observar a luta entre um pássaro e uma cobra: a rigidez e força da ave se opunham à circularidade e agilidade de réptil. Assim compreendeu Chan San Fon o princípio da alternância do duro e do suave, ou seja, do Yang e do Yin.
TAI CHI CHUAN COMO TERAPIA
Esta disciplina, que é muitas vezes prescrita como parte integrante do tratamento a que os pacientes se submetem nos sanatórios e hospitais da China, já deu provas suficientes da sua eficácia no tratamento de doenças crônicas, como a tensão elevada, úlceras estomacais, neurastenia e tuberculose pulmonar, entre outras.
A prática regular do Tai Chi resulta num acréscimo do fornecimento de sangue às artérias coronárias, numa melhor atividade do músculo cardíaco e numa melhoria geral do processo de circulação sanguínea.
O Tai Chi permite, além do mais, uma melhoria nas funções reguladoras do sistema nervoso central, contribui para uma mais perfeita coordenação no funcionamento de todos os órgãos do corpo, assegura uma melhor alimentação de oxigênio ao sangue e tecidos dos vários órgãos e facilita o metabolismo.
Fatores que contribuem significativamente para um decréscimo da hipertensão e arteriosclerose.
O Tai Chi Chuan tem dado uma extraordinária contribuição para a saúde natural, não tendo nada em comum com os exercícios cansativos praticados pelos ocidentais.
O Dia Mundial do Tai Chi Chuan e do Chi Kung é um evento realizado anualmente no último sábado de todo mês de Abril para promover as práticas de Tai Chi Chuan e de Chi Kung em 60 países desde 1999 com o objetivo de divulgar publicamente o crescente conjunto de pesquisas na área médica relacionadas às práticas corporais da Medicina Tradicional Chinesa.
O evento é reconhecido pela Organização Mundial de Saúde e o Brasil participa das comemorações desde o ano 2000.
CHI KUNG
CHI KUNG COMO MEDICINA
Na medicina chinesa acredita-se que a doença é apenas um reflexo localizado de problemas gerais. Em termos genéricos, a boa saúde depende do equilíbrio adequado das energias yin e yang. O yin é visto como o princípio feminino, bem como obscuro e frio. O yang é o princípio masculino, luminoso e quente. Essas duas energias opostas existem em todas as coisas vivas. Deve-se fazer um esforço para obter a harmonia dessas energias para prevenir ou curar uma doença.
Uma vez que a medicina tradicional chinesa é baseada na cura natural, os cinco elementos da natureza são freqüentemente mencionados pelos médicos chineses. Isso decorre da teoria de que todos os fenômenos no universo se relacionam à interação entre os cinco elementos: MADEIRA, FOGO, TERRA, METAL e ÁGUA. Uma vez que os médicos chineses vêem o corpo humano como uma representação em escala menor do universo maior, usamos os elementos da natureza como uma metáfora, para relacionar partes do corpo com os elementos aos quais elas mais se assemelham. A lista a seguir mostra os cinco elementos e seus órgãos correspondentes:
MADEIRA: fígado, vesícula biliar
FOGO: coração, intestino delgado
TERRA: baço, estômago
METAL: pulmão, intestino grosso
ÁGUA: rim, bexiga
Estes elementos interagem nos órgãos correspondentes do corpo da mesma forma que o fazem na natureza. Por exemplo, o fogo queima a madeira que se transforma em carvão e volta à terra. No corpo humano, o intestino delgado (fogo) queima os alimentos que o fígado (madeira) ajudou a digerir.
Estes elementos também podem trabalhar uns contra os outros. Na natureza, metal pode cortar a madeira e a água pode apagar o fogo. No corpo humano, o rim (água) pode deixar de funcionar normalmente em uma doença conhecida, como pressão sangüínea alta e causar dano ao coração (fogo).
É através dessas metáforas da natureza que os médicos chineses explicam as complexas interações que se realizam no ser humano.
Ao diagnosticar doenças, diferentes tipos de energia recebem nomes distintos, conhecidos como as seis influências maléficas: calor, frio, vento, umidade, secura e fogo. Há estados internos que são definidos através do uso destes termos de diagnóstico. Por exemplo, a presença de umidade pode provocar dores nas articulações de algumas pessoas e seria considerada como a influência externa maléfica que provocou a doença. Contudo, uma dieta consistindo de um excesso de alimentos inadequados e cafeína inibiria o funcionamento dos órgãos, conseqüentemente provocando o que chamamos de umidade interna. É importante notar que embora esses seis estados sejam chamados de maléficos, são maléficos apenas se ocorrem fora da estação ou quando não devem ocorrer. Conforme é explicado em o Clássico do Imperador Amarelo de Medicina Interna: Onde energias maléficas se reúnem, ocorre fraqueza... Quando energia pura floresce, a energia maléfica foge.
Da mesma maneira que o desequilíbrio entre a pessoa e o ambiente em que vive pode provocar doença, a doença pode ser eliminada com o restabelecimento do equilíbrio. Este conceito é muito bem resumido no THE COMMENTARY OF ZUO, um texto médico escrito em 540 a .C.:
As seis influências são yin, yang, o vento, umidade, escuridão e luz... Um excesso de vento provoca doenças nos membros; um excesso de chuva provoca doenças no estômago; um excesso de escuridão afeta a mente; um excesso de luz afeta os sentimentos.
De maneira geral, esse equilíbrio é atingido através da cura e do controle sobre seu CHI. Este controle se obtém por meio da prática de exercícios de CHI KUNG, mudanças na dieta e remédios à base de ervas. As ervas são o suporte principal da terapia médica chinesa. Remédios à base de ervas vêm sendo usados na China há quase quatro mil anos. Isto resultou em um sistema de tentativa e erro que promoveu o desenvolvimento dos mais eficazes remédios herbáceos conhecidos pela humanidade.
No CHI KUNG acreditamos que estamos constantemente sendo carregados de energia. Essa energia vem da terra e do céu, de nosso lugar de trabalho e de nosso lar, e mesmo de outras pessoas. Ela também vem das coisas que comemos, de nossas atividades, e até de nosso estado psicológico. A combinação de energia yin (passiva) e yang (ativa) é o CHI. A prática e o estudo do CHI é o CHI KUNG.
No CHI KUNG tentamos equilibrar as duas energias, yin e yang, porque o equilíbrio é um requisito essencial em todos os aspectos da vida. Excessos em qualquer coisa tendem a causar problemas.
O CHI KUNG é curar através do coração. Olhe para além da riqueza, da fama da fortuna, do poder, da influência social, de desgraças anteriores, de dificuldades e sentido de ganho ou perda quando tratar um paciente. Você tem de ter apenas COMPAIXÃO, AMOR e GENEROSIDADE para tratar e curar um paciente. Pense em aliviar sua dor.
EFEITOS CARDIOVASCULARES: A prática regular de CHI KUNG resulta em um aumento de irrigação sangüínea para o coração bem como em contrações mais fortes do músculo do coração num ritmo mais lento e mais eficiente de batimento cardíaco. Essa maior irrigação sangüínea melhora o estado geral da saúde de todos os órgãos do corpo. O melhor funcionamento do coração reduz a incidência de hipertensão e de arteriosclerose.
EFEITOS RESPIRATÓRIOS: Exercícios de CHI KUNG aumentam a elasticidade do tecido pulmonar e aumentam a eficiência do funcionamento dos próprios pulmões, permitindo-lhes extrair mais oxigênio ao respirar.
EFEITOS SOBRE OSSOS E MÚSCULOS: Exercícios de CHI KUNG aumentam a força tanto muscular como dos ossos, bem como a flexibilidade de modo geral. Em um estudo, a coluna de vinte pessoas que praticavam exercícios de CHI KUNG foi comparada com a coluna de vinte pessoas que não praticavam. O grupo de praticantes de CHI KUNG tinha melhor postura do que o grupo de não praticantes. Eles também tinham a metade do nível de densidade óssea e, muitas vezes, maior flexibilidade da coluna como resultado da prática dos exercícios.
Na medicina chinesa acredita-se que a doença é apenas um reflexo localizado de problemas gerais. Em termos genéricos, a boa saúde depende do equilíbrio adequado das energias yin e yang. O yin é visto como o princípio feminino, bem como obscuro e frio. O yang é o princípio masculino, luminoso e quente. Essas duas energias opostas existem em todas as coisas vivas. Deve-se fazer um esforço para obter a harmonia dessas energias para prevenir ou curar uma doença.
Uma vez que a medicina tradicional chinesa é baseada na cura natural, os cinco elementos da natureza são freqüentemente mencionados pelos médicos chineses. Isso decorre da teoria de que todos os fenômenos no universo se relacionam à interação entre os cinco elementos: MADEIRA, FOGO, TERRA, METAL e ÁGUA. Uma vez que os médicos chineses vêem o corpo humano como uma representação em escala menor do universo maior, usamos os elementos da natureza como uma metáfora, para relacionar partes do corpo com os elementos aos quais elas mais se assemelham. A lista a seguir mostra os cinco elementos e seus órgãos correspondentes:
MADEIRA: fígado, vesícula biliar
FOGO: coração, intestino delgado
TERRA: baço, estômago
METAL: pulmão, intestino grosso
ÁGUA: rim, bexiga
Estes elementos interagem nos órgãos correspondentes do corpo da mesma forma que o fazem na natureza. Por exemplo, o fogo queima a madeira que se transforma em carvão e volta à terra. No corpo humano, o intestino delgado (fogo) queima os alimentos que o fígado (madeira) ajudou a digerir.
Estes elementos também podem trabalhar uns contra os outros. Na natureza, metal pode cortar a madeira e a água pode apagar o fogo. No corpo humano, o rim (água) pode deixar de funcionar normalmente em uma doença conhecida, como pressão sangüínea alta e causar dano ao coração (fogo).
É através dessas metáforas da natureza que os médicos chineses explicam as complexas interações que se realizam no ser humano.
Ao diagnosticar doenças, diferentes tipos de energia recebem nomes distintos, conhecidos como as seis influências maléficas: calor, frio, vento, umidade, secura e fogo. Há estados internos que são definidos através do uso destes termos de diagnóstico. Por exemplo, a presença de umidade pode provocar dores nas articulações de algumas pessoas e seria considerada como a influência externa maléfica que provocou a doença. Contudo, uma dieta consistindo de um excesso de alimentos inadequados e cafeína inibiria o funcionamento dos órgãos, conseqüentemente provocando o que chamamos de umidade interna. É importante notar que embora esses seis estados sejam chamados de maléficos, são maléficos apenas se ocorrem fora da estação ou quando não devem ocorrer. Conforme é explicado em o Clássico do Imperador Amarelo de Medicina Interna: Onde energias maléficas se reúnem, ocorre fraqueza... Quando energia pura floresce, a energia maléfica foge.
Da mesma maneira que o desequilíbrio entre a pessoa e o ambiente em que vive pode provocar doença, a doença pode ser eliminada com o restabelecimento do equilíbrio. Este conceito é muito bem resumido no THE COMMENTARY OF ZUO, um texto médico escrito em 540 a .C.:
As seis influências são yin, yang, o vento, umidade, escuridão e luz... Um excesso de vento provoca doenças nos membros; um excesso de chuva provoca doenças no estômago; um excesso de escuridão afeta a mente; um excesso de luz afeta os sentimentos.
De maneira geral, esse equilíbrio é atingido através da cura e do controle sobre seu CHI. Este controle se obtém por meio da prática de exercícios de CHI KUNG, mudanças na dieta e remédios à base de ervas. As ervas são o suporte principal da terapia médica chinesa. Remédios à base de ervas vêm sendo usados na China há quase quatro mil anos. Isto resultou em um sistema de tentativa e erro que promoveu o desenvolvimento dos mais eficazes remédios herbáceos conhecidos pela humanidade.
No CHI KUNG acreditamos que estamos constantemente sendo carregados de energia. Essa energia vem da terra e do céu, de nosso lugar de trabalho e de nosso lar, e mesmo de outras pessoas. Ela também vem das coisas que comemos, de nossas atividades, e até de nosso estado psicológico. A combinação de energia yin (passiva) e yang (ativa) é o CHI. A prática e o estudo do CHI é o CHI KUNG.
No CHI KUNG tentamos equilibrar as duas energias, yin e yang, porque o equilíbrio é um requisito essencial em todos os aspectos da vida. Excessos em qualquer coisa tendem a causar problemas.
O CHI KUNG é curar através do coração. Olhe para além da riqueza, da fama da fortuna, do poder, da influência social, de desgraças anteriores, de dificuldades e sentido de ganho ou perda quando tratar um paciente. Você tem de ter apenas COMPAIXÃO, AMOR e GENEROSIDADE para tratar e curar um paciente. Pense em aliviar sua dor.
EFEITOS CARDIOVASCULARES: A prática regular de CHI KUNG resulta em um aumento de irrigação sangüínea para o coração bem como em contrações mais fortes do músculo do coração num ritmo mais lento e mais eficiente de batimento cardíaco. Essa maior irrigação sangüínea melhora o estado geral da saúde de todos os órgãos do corpo. O melhor funcionamento do coração reduz a incidência de hipertensão e de arteriosclerose.
EFEITOS RESPIRATÓRIOS: Exercícios de CHI KUNG aumentam a elasticidade do tecido pulmonar e aumentam a eficiência do funcionamento dos próprios pulmões, permitindo-lhes extrair mais oxigênio ao respirar.
EFEITOS SOBRE OSSOS E MÚSCULOS: Exercícios de CHI KUNG aumentam a força tanto muscular como dos ossos, bem como a flexibilidade de modo geral. Em um estudo, a coluna de vinte pessoas que praticavam exercícios de CHI KUNG foi comparada com a coluna de vinte pessoas que não praticavam. O grupo de praticantes de CHI KUNG tinha melhor postura do que o grupo de não praticantes. Eles também tinham a metade do nível de densidade óssea e, muitas vezes, maior flexibilidade da coluna como resultado da prática dos exercícios.
DISCIPULOS DE SHAOLIN
DISCÍPULO DE SHAOLIN
Segundo inúmeras lendas e relatos antigos, os novos discípulos eram admitidos no templo no início da primavera, que coincidia com o tempo das grandes chuvas . Nesses dias os pais que desejavam que seus filhos se tornassem monges os levavam ao pátio frontal às escadarias do templo e lá os deixavam sozinhos aguardando que os monges os convidassem a entrar.
Os monges de Shaolin não abriam logo as portas do mosteiro (às vezes demoravam alguns dias) e as crianças eram obrigadas a suportar ao relento o sol e as chuvas torrenciais que costumavam cair nesse período. Muitas das crianças eram conduzidas de voltar por seus próprios pais que não suportavam vê-las sofrer. Embora não abrissem as portas os monges observavam o comportamento das crianças e iam selecionando aquelas que consideravam suficientemente disciplinadas para suportar as árduas exigências do templo de Shaolin.
Quando as portas se abriam os monges mandavam de volta para casa as crianças que consideravam que não suportariam seus ensinamentos. As demais crianças eram admitidas no primeiro pátio interno e conduzidas a uma grande mesa onde já estava sentado um velho monge (geralmente o patriarca do templo).
Quando se sentavam à mesa eram observados seus comportamentos, se pediam comida (podiam estar a três dias sem comer) eram servidas e depois mandadas para suas casas, pois era considerado indecoroso pedir comida ao invés de aguardar o momento de serem servidas. Se corriam para a mesa avidamente, ou apressadamente demais também eram dispensadas.
Às que passavam por esse teste era dado uma tigela sem fundo, uma grande bolacha seca achatada (do tamanho do fundo da tigela) e era servido o chá.
O procedimento correto era forrar o fundo da tigela com a bolacha para que pudesse ser servido o chá sobre ela. As crianças que não o faziam eram dispensadas sumariamente, pois não eram consideradas suficientemente inteligentes para aprender os ensinamentos de Shaolin. Se a criança agisse corretamente colocando a bolacha no fundo da tigela mas começasse a tomar o chá antes do monge idoso que estava sentado à mesa, era mandada de volta para casa, pois o respeito aos idosos era de grande importância na cultura chinesa.
Logo em seguida a essa fase lhe era entregue uma vassoura e lhe ordenava que varresse um determinado pátio, mal tivesse terminado de varrer surgia algum monge com os pés enlameados e sujava todo o lugar que havia sido varrido. Assim que o monge porcalhão desaparecia do pátio surgia então o monge que lhe havia ordenado que varresse o lugar e o interpelava mais ou menos assim:
Eu não mandei que você varresse esta sala? Olhe só que imundície! Você é um vagabundo que não obedece as ordens que recebeu! Se o garoto resmungasse que já tinha varrido ou que depois que tinha varrido tinha vindo um monge e sujado tudo outra vez, era mandado embora pois não tinha suficiente dedicação ao trabalho para permanecer no templo Shaolin.
O garoto deveria abaixar a cabeça e continuar a varrer sem proferir nenhuma palavra. Este teste da vassoura era repetido diversas vezes como prova da humildade, da paciência e da perseverança do aluno.
Depois que superava os testes iniciais o aluno era submetido a todo tipo de provação, como o teste da limpeza que incluíam lavar as latrinas, retirar a poeira dos imensos arabescos e baixos-relevos que existiam por quase todas as paredes do templo , lavar escadarias e corredores imensos, etc ...
Durante esse período inteiro o aluno passava por periódicas humilhações por parte dos estudantes mais avançados, todas elas com a intenção de testar-lhe a fibra moral e a paciência. Dormia-se poucas horas cada noite e trabalhava-se arduamente. Quando começava a espelhar uma certa frustração ou cansaço, um monge se aproximava dele e lhe indagava há quanto tempo estava no templo. Geralmente o aluno respondia que estava lá há muito tempo; em parte porque não lhes era dado acesso a nenhum calendário que lhes permitisse saber há quanto tempo lá estava; em parte porque estava desejoso de iniciar a prática do Kung Fu que só era permitida a alunos mais avançados. Mas se a resposta fosse essa, o aluno era deixado entregue a seus afazeres por mais alguns meses. A resposta certa seria: Há bem pouco tempo estou aqui (Mesmo que já fizesse alguns anos que lá estivesse).
Depois desse abandono inicial passava alguns meses e ele era convidado a praticar o Kung-Fu de Shaolin, nas primeiras aulas ele era o saco de pancada dos mais velhos praticantes e as surras eram duríssimas. As práticas ritualísticas e o período de meditação eram ampliados, as refeições eram nas mesas dos refeitórios do templo, era transferido para os dormitórios superiores junto dos alunos mais velhos.
Além dos testes de habilidade física e marcial havia os testes de habilidade artística, geralmente caligrafia e composição poética. Havia também os testes de doutrina budista e de medicina tradicional, os monges eram excelentes acupuntores e massagistas. O trabalho na lavoura também era obrigatório e todo monge tinha que fazer seu estágio na cozinha aprendendo auto-suficiência na arte culinária. Ele deveria ter noções de sobrevivência em condições inóspitas, na selva , no gelo e em terrenos desconhecidos, devendo ser capaz de localizar ervas medicamentosas, preparar infusões curativas, colocar no lugar ossos quebrados, preparar remédios, etc...
O templo de Shaolin era, antes de tudo , uma escola de filosofia e religião e as pessoas que nele ingressavam o faziam com o objetivo de alcançar a realização espiritual. Aos monges que se dedicavam exclusivamente aos estudos doutrinários e às práticas espirituais era facultada a saída do templo desde que em missões administrativas ou de caridade ao povo.
Mas aos monges que haviam escolhido o caminho da Arte Marcial somente era permitida sua saída se distinguissem de maneira incomum na arte de lutar. Se fosse capaz de vencer os instrutores dos cinco estilos principais de Shaolin poderia requerer a prova do corredor da morte (Os cento e oito bonecos de madeira que eram acionados pelo peso de quem se atrevesse a penetrá-los). Se o monge que os enfrentasse conseguisse sobreviver ao corredor, deveria levantar uma Urna Incandescente para poder sair pela única porta do recinto.
Nas laterais da Urna havia em alto-relevo as figuras dos Cinco Animais de Shaolin que simbolizavam os principais estilos de Kung Fu do Templo. Quem quer que tivesse superado os 108 homens de madeira do corredor da morte teria que levantar a urna para poder sair. A porta permanecia aberta por uns poucos momentos, e se o monge desmaiasse no processo ou não se atirasse para fora com certa rapidez, arriscava-se a perder todos seus esforços.
Hoje em dia é muito fácil só pagamos a mensalidade para aprendermos o Kung Fu de Shaolin, e mesmo assim tem alunos que se enchem de razão quando o professor chama-lhes a atenção, não bastando isso vão embora da academia falando mal de seu professor, tudo isso pela falta de educação que se traz de casa, culpa da educação ocidental e do capitalismo, se você lhes dá uma vassoura se ofendem, se manda limpar os aposentos da academia parece que caiu um pedaço deles e muito mais eu tenho visto nestes 20 anos de Kung Fu, a primeira coisa que o aluno diz é: "Eu estou pagando para aprender o Kung Fu e não para ser faxineiro da academia". Estes são os Shaolin da atualidade cheios de razão e falta de educação. É mais fácil trocar de academia do que tentar aprender a ser mais humilde e perseverante ou seja um ser humano melhor na sociedade em que você vive.
Segundo inúmeras lendas e relatos antigos, os novos discípulos eram admitidos no templo no início da primavera, que coincidia com o tempo das grandes chuvas . Nesses dias os pais que desejavam que seus filhos se tornassem monges os levavam ao pátio frontal às escadarias do templo e lá os deixavam sozinhos aguardando que os monges os convidassem a entrar.
Os monges de Shaolin não abriam logo as portas do mosteiro (às vezes demoravam alguns dias) e as crianças eram obrigadas a suportar ao relento o sol e as chuvas torrenciais que costumavam cair nesse período. Muitas das crianças eram conduzidas de voltar por seus próprios pais que não suportavam vê-las sofrer. Embora não abrissem as portas os monges observavam o comportamento das crianças e iam selecionando aquelas que consideravam suficientemente disciplinadas para suportar as árduas exigências do templo de Shaolin.
Quando as portas se abriam os monges mandavam de volta para casa as crianças que consideravam que não suportariam seus ensinamentos. As demais crianças eram admitidas no primeiro pátio interno e conduzidas a uma grande mesa onde já estava sentado um velho monge (geralmente o patriarca do templo).
Quando se sentavam à mesa eram observados seus comportamentos, se pediam comida (podiam estar a três dias sem comer) eram servidas e depois mandadas para suas casas, pois era considerado indecoroso pedir comida ao invés de aguardar o momento de serem servidas. Se corriam para a mesa avidamente, ou apressadamente demais também eram dispensadas.
Às que passavam por esse teste era dado uma tigela sem fundo, uma grande bolacha seca achatada (do tamanho do fundo da tigela) e era servido o chá.
O procedimento correto era forrar o fundo da tigela com a bolacha para que pudesse ser servido o chá sobre ela. As crianças que não o faziam eram dispensadas sumariamente, pois não eram consideradas suficientemente inteligentes para aprender os ensinamentos de Shaolin. Se a criança agisse corretamente colocando a bolacha no fundo da tigela mas começasse a tomar o chá antes do monge idoso que estava sentado à mesa, era mandada de volta para casa, pois o respeito aos idosos era de grande importância na cultura chinesa.
Logo em seguida a essa fase lhe era entregue uma vassoura e lhe ordenava que varresse um determinado pátio, mal tivesse terminado de varrer surgia algum monge com os pés enlameados e sujava todo o lugar que havia sido varrido. Assim que o monge porcalhão desaparecia do pátio surgia então o monge que lhe havia ordenado que varresse o lugar e o interpelava mais ou menos assim:
Eu não mandei que você varresse esta sala? Olhe só que imundície! Você é um vagabundo que não obedece as ordens que recebeu! Se o garoto resmungasse que já tinha varrido ou que depois que tinha varrido tinha vindo um monge e sujado tudo outra vez, era mandado embora pois não tinha suficiente dedicação ao trabalho para permanecer no templo Shaolin.
O garoto deveria abaixar a cabeça e continuar a varrer sem proferir nenhuma palavra. Este teste da vassoura era repetido diversas vezes como prova da humildade, da paciência e da perseverança do aluno.
Depois que superava os testes iniciais o aluno era submetido a todo tipo de provação, como o teste da limpeza que incluíam lavar as latrinas, retirar a poeira dos imensos arabescos e baixos-relevos que existiam por quase todas as paredes do templo , lavar escadarias e corredores imensos, etc ...
Durante esse período inteiro o aluno passava por periódicas humilhações por parte dos estudantes mais avançados, todas elas com a intenção de testar-lhe a fibra moral e a paciência. Dormia-se poucas horas cada noite e trabalhava-se arduamente. Quando começava a espelhar uma certa frustração ou cansaço, um monge se aproximava dele e lhe indagava há quanto tempo estava no templo. Geralmente o aluno respondia que estava lá há muito tempo; em parte porque não lhes era dado acesso a nenhum calendário que lhes permitisse saber há quanto tempo lá estava; em parte porque estava desejoso de iniciar a prática do Kung Fu que só era permitida a alunos mais avançados. Mas se a resposta fosse essa, o aluno era deixado entregue a seus afazeres por mais alguns meses. A resposta certa seria: Há bem pouco tempo estou aqui (Mesmo que já fizesse alguns anos que lá estivesse).
Depois desse abandono inicial passava alguns meses e ele era convidado a praticar o Kung-Fu de Shaolin, nas primeiras aulas ele era o saco de pancada dos mais velhos praticantes e as surras eram duríssimas. As práticas ritualísticas e o período de meditação eram ampliados, as refeições eram nas mesas dos refeitórios do templo, era transferido para os dormitórios superiores junto dos alunos mais velhos.
Além dos testes de habilidade física e marcial havia os testes de habilidade artística, geralmente caligrafia e composição poética. Havia também os testes de doutrina budista e de medicina tradicional, os monges eram excelentes acupuntores e massagistas. O trabalho na lavoura também era obrigatório e todo monge tinha que fazer seu estágio na cozinha aprendendo auto-suficiência na arte culinária. Ele deveria ter noções de sobrevivência em condições inóspitas, na selva , no gelo e em terrenos desconhecidos, devendo ser capaz de localizar ervas medicamentosas, preparar infusões curativas, colocar no lugar ossos quebrados, preparar remédios, etc...
O templo de Shaolin era, antes de tudo , uma escola de filosofia e religião e as pessoas que nele ingressavam o faziam com o objetivo de alcançar a realização espiritual. Aos monges que se dedicavam exclusivamente aos estudos doutrinários e às práticas espirituais era facultada a saída do templo desde que em missões administrativas ou de caridade ao povo.
Mas aos monges que haviam escolhido o caminho da Arte Marcial somente era permitida sua saída se distinguissem de maneira incomum na arte de lutar. Se fosse capaz de vencer os instrutores dos cinco estilos principais de Shaolin poderia requerer a prova do corredor da morte (Os cento e oito bonecos de madeira que eram acionados pelo peso de quem se atrevesse a penetrá-los). Se o monge que os enfrentasse conseguisse sobreviver ao corredor, deveria levantar uma Urna Incandescente para poder sair pela única porta do recinto.
Nas laterais da Urna havia em alto-relevo as figuras dos Cinco Animais de Shaolin que simbolizavam os principais estilos de Kung Fu do Templo. Quem quer que tivesse superado os 108 homens de madeira do corredor da morte teria que levantar a urna para poder sair. A porta permanecia aberta por uns poucos momentos, e se o monge desmaiasse no processo ou não se atirasse para fora com certa rapidez, arriscava-se a perder todos seus esforços.
Hoje em dia é muito fácil só pagamos a mensalidade para aprendermos o Kung Fu de Shaolin, e mesmo assim tem alunos que se enchem de razão quando o professor chama-lhes a atenção, não bastando isso vão embora da academia falando mal de seu professor, tudo isso pela falta de educação que se traz de casa, culpa da educação ocidental e do capitalismo, se você lhes dá uma vassoura se ofendem, se manda limpar os aposentos da academia parece que caiu um pedaço deles e muito mais eu tenho visto nestes 20 anos de Kung Fu, a primeira coisa que o aluno diz é: "Eu estou pagando para aprender o Kung Fu e não para ser faxineiro da academia". Estes são os Shaolin da atualidade cheios de razão e falta de educação. É mais fácil trocar de academia do que tentar aprender a ser mais humilde e perseverante ou seja um ser humano melhor na sociedade em que você vive.
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